Dossiê do negócio · Edição 2026
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Telemedicina Fácil.

Plataforma de consultas médicas online e telemedicina

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Dossiê do negócio

Tudo que você precisa para abrir esse negócio.

Telemedicina deixou de ser tendência e virou modelo consolidado no Brasil: regulamentada em definitivo pela Lei 14.510/2022 e pela Resolução CFM 2.314/2022, com mercado em crescimento de dois dígitos ao ano. Abrir uma operação de consultas online permite atender o país inteiro a partir de uma estrutura enxuta, com custo fixo baixo e escala rápida via planos de assinatura para empresas e pessoas físicas. A barreira de entrada é média e o que protege o negócio é a rede médica credenciada e os contratos B2B, não a tecnologia.

Investimento inicial

R$ 35.000 a R$ 150.000

Operação enxuta (estrutura administrativa + plataforma + 2-3 médicos credenciados PJ por demanda + marketing inicial): R$ 35-60 mil. Operação estruturada (CNPJ de pessoa jurídica de saúde com responsável técnico, marketing pago, equipe comercial B2B e capital de giro para 6 meses): R$ 80-150 mil. O maior custo recorrente não é tecnologia, é aquisição de clientes (CAC) e o repasse para a rede médica.

Faturamento potencial

No modelo B2B por vida, cobrando R$ 8-20 por vida/mês com 2.000-5.000 vidas ativas, dá R$ 30 mil a R$ 90 mil/mês de receita recorrente. No B2C por assinatura (R$ 25-45/mês) com 1.000-3.000 assinantes, R$ 30 mil a R$ 100 mil/mês. Operação pequena bem vendida fica em R$ 20-40 mil/mês; operação consolidada com bons contratos corporativos passa de R$ 150 mil/mês.

Margem & lucro

Margem boa quando há escala, porque o custo marginal de mais um assinante é baixo. O grande custo variável é o repasse médico (R$ 25-60 por consulta) e o CAC. Em assinatura, a maioria dos clientes paga e usa pouco, o que sustenta margem líquida de 25-45% depois de maduro. O risco é vender barato demais e ter alta utilização — precisa precificar pela taxa de uso real, não só pelo número de vidas.

A oportunidade

A demanda é estrutural: filas no SUS, planos de saúde cada vez mais caros e milhões de brasileiros em cidades sem especialista. Pós-pandemia o paciente já aceita e até prefere a consulta remota para casos de baixa complexidade, renovação de receita, atestado, segunda opinião e acompanhamento de crônicos. O segmento de benefício corporativo (telemedicina como benefício de RH para PMEs) cresce forte porque sai muito mais barato que plano de saúde e reduz absenteísmo. Há também o nicho de saúde por assinatura (clube de saúde a partir de R$ 20-40 por vida/mês) com receita recorrente e previsível. Janela boa agora: regulação madura, paciente educado e custo de tecnologia em queda.

Público-alvo

  • Empresas (PMEs, indústrias, comércio, transportadoras, franquias) que querem oferecer telemedicina como benefício de RH mais barato que plano de saúde, contratado por vida/mês
  • Pessoas físicas das classes B/C em cidades pequenas e médias sem acesso rápido a especialista, que pagam assinatura mensal de saúde ou consulta avulsa
  • Sindicatos, associações, cooperativas e clubes de assinatura que negociam pacotes coletivos de saúde para milhares de associados de uma vez
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O que você precisa para abrir

Equipamentos e estrutura

  • Plataforma de teleconsulta com vídeo criptografado, agenda, prontuário eletrônico e prescrição digital (o Telemedicina Fácil cobre isso)
  • Computadores/notebooks com boa câmera e microfone para a equipe de suporte e médicos
  • Internet redundante (link principal + 4G/5G de backup) para não cair consulta
  • Certificado digital ICP-Brasil (e-CPF dos médicos) para assinar receitas e atestados com validade legal
  • Sistema de pagamento/recorrência (gateway, PIX, cartão) e emissão de NF de serviço

Ponto e instalação

  • Não precisa de loja de rua: pode operar de uma sala comercial pequena ou em modelo home office distribuído
  • Endereço comercial (CNPJ) para contratos B2B e emissão fiscal
  • Se houver atendimento presencial de apoio (coleta, aferição), aí sim sala física com licença sanitária
  • Servidor/hospedagem em nuvem no Brasil com adequação à LGPD (dado de saúde é dado sensível)

Documentação e licenças

  • CNPJ com CNAE de atividade médica/telessaúde e contrato social adequado
  • Responsável Técnico médico inscrito no CRM do estado e registro da pessoa jurídica no Conselho Regional de Medicina (CRM-PJ)
  • Conformidade com a Resolução CFM 2.314/2022 e a Lei 14.510/2022 (regras de telemedicina)
  • Adequação à LGPD: política de privacidade, consentimento, guarda segura de prontuário (encarregado/DPO)
  • Alvará de funcionamento e, se houver estrutura física de atendimento, licença da Vigilância Sanitária municipal

Fornecedores e insumos

  • Médicos clínicos gerais e especialistas credenciados (CLT ou PJ/plantão por consulta) — o ativo mais valioso
  • Empresa de plataforma/tecnologia de telemedicina (própria ou white-label como o Telemedicina Fácil)
  • Provedor de prescrição e assinatura digital integrado (Memed, certificado ICP-Brasil)
  • Laboratórios e clínicas parceiras para exames quando a consulta gerar pedido
  • Contador especializado em saúde e advogado para contratos B2B e compliance

Equipe

  • Responsável Técnico médico (obrigatório para o registro CRM-PJ)
  • Rede de médicos plantonistas/credenciados para cobrir a escala de atendimento
  • Atendimento/suporte ao paciente (agendamento, triagem, pós-consulta)
  • Vendedor(es) B2B para fechar contratos com empresas e associações — o motor de crescimento
  • Apoio administrativo/financeiro e marketing digital (tráfego pago e conteúdo)

Passo a passo para começar

01

Validar nicho e modelo de receita

Decida o foco: B2B (benefício corporativo), B2C por assinatura, avulso ou misto. Pesquise concorrentes, defina preço por vida e converse com 10-15 potenciais clientes (RHs de PMEs, associações) antes de investir.

02

Estruturar o jurídico e o compliance

Abra o CNPJ com CNAE correto, registre a PJ no CRM com Responsável Técnico, monte os contratos e a política de LGPD. Sem o registro CRM-PJ e a conformidade com a CFM 2.314/2022 o negócio é irregular.

03

Montar a plataforma e a rede médica

Contrate/configure a plataforma de teleconsulta (vídeo, prontuário, prescrição digital), integre pagamento e certificado ICP-Brasil, e credencie os primeiros médicos por especialidade e horário de plantão.

04

Rodar piloto e ajustar a operação

Atenda um primeiro grupo (sua rede, uma empresa amiga, 50-100 vidas) para medir tempo de espera, satisfação (NPS), custo por consulta e ajustar escala médica e fluxo de triagem antes de escalar.

05

Lançar comercialmente e escalar

Acione vendas B2B (RHs, sindicatos, cooperativas) e/ou tráfego pago para B2C por assinatura. Acompanhe CAC, churn e margem por contrato, e amplie a rede médica conforme a demanda cresce.

Dicas de quem entende

  • Venda B2B é o caminho mais rápido para escala e previsibilidade: um contrato de RH traz centenas de vidas de uma vez e reduz o CAC por paciente
  • Precifique pela taxa de utilização real, não só pelo número de vidas — se muita gente usar, o repasse médico pode comer toda a margem
  • Cuide da LGPD como prioridade: dado de saúde é dado sensível e vazamento gera multa pesada e perda total de confiança; trate compliance como diferencial de venda, não custo
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Como o Telemedicina Fácil ajuda

O Telemedicina Fácil é a espinha dorsal operacional desse negócio: entrega a sala de consulta online com vídeo seguro, agenda dos médicos, prontuário eletrônico e emissão de receita e atestado digital — tudo o que a Resolução CFM exige para a teleconsulta ter validade. Na prática, ele permite ao empreendedor focar no que realmente diferencia (captar a rede médica e fechar contratos B2B) sem precisar desenvolver tecnologia do zero. Como atende consulta de qualquer lugar, viabiliza o modelo de assinatura e o benefício corporativo para o país inteiro a partir de uma estrutura enxuta, organiza a fila de pacientes, registra o histórico clínico e profissionaliza a operação desde o primeiro dia — exatamente o que sustenta uma plataforma de telemedicina e consultas de saúde online.

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