
Peixe Fácil.
SaaS de piscicultura: tanques, lotes, alimentação, qualidade da água e despesca
Dossiê do negócio
Tudo que você precisa para abrir esse negócio.
A piscicultura brasileira é uma das que mais crescem no agronegócio, com a tilápia liderando a produção e o Brasil já entre os maiores produtores do mundo. Com clima favorável, água abundante e demanda crescente por proteína saudável, montar uma fazenda de peixes é um negócio escalável, com mercado garantido (frigoríficos, feiras, restaurantes, pesque-pague) e ótima rentabilidade para quem domina o manejo.
Investimento inicial
R$ 60 mil a R$ 500 mil+
Sistema familiar com viveiros escavados em terra própria parte de R$ 60-120 mil. Tanques-rede em reservatório/açude (modelo enxuto e de rápido retorno): R$ 80-200 mil para um conjunto inicial de gaiolas. Operação tecnificada com viveiros revestidos, aeração e estrutura de despesca: R$ 250-500 mil. Sistema de recirculação (RAS) intensivo passa fácil de R$ 500 mil. O grande custo recorrente é a RAÇÃO (60-70% do custo de produção).
Faturamento potencial
Um módulo de tanques-rede ou viveiros produzindo 30-60 toneladas/ano de tilápia, a um preço de venda na porteira em torno de R$ 9-13/kg vivo, gera faturamento de aproximadamente R$ 25 mil a R$ 60 mil/mês. Operações tecnificadas de 200+ toneladas/ano ultrapassam R$ 150-200 mil/mês.
Margem & lucro
A margem líquida típica fica entre 15% e 30%, fortemente determinada pela conversão alimentar e pelo preço da ração (60-70% do custo). Boa genética, manejo de água e baixa mortalidade empurram a margem para cima; oscilação no preço da ração ou um evento de mortalidade por falta de oxigênio podem zerar o lucro do ciclo. Venda agregando valor (filé, evisceração, marca própria) eleva bastante a rentabilidade.
A oportunidade
O consumo de pescado no Brasil ainda é baixo (cerca de 9-10 kg/habitante/ano contra 20 kg recomendados pela OMS), o que sinaliza um mercado interno com enorme espaço para crescer. A tilápia caiu no gosto do brasileiro: filé sem espinha, preço competitivo e versátil. A produção nacional cresce acima de dois dígitos ao ano e o Brasil exporta filé para os EUA. Linhas de crédito específicas (Pronaf, BNDES, bancos regionais) e a tecnificação (tanques-rede em reservatórios, sistemas de recirculação) abrem caminho tanto para o pequeno produtor familiar quanto para operações de escala. Quem entra agora com manejo profissional pega uma curva de demanda em ascensão e margem protegida pela proximidade com o consumidor local.
Público-alvo
- Frigoríficos e abatedouros de pescado que compram peixe vivo/inteiro em grande volume com contrato de fornecimento
- Restaurantes, peixarias, feiras livres e mercados municipais que querem peixe fresco regional
- Pesque-pagues, distribuidores e consumidor final na porteira (venda direta de tilápia viva e filé)
O que você precisa para abrir
Equipamentos e estrutura
- Viveiros escavados em terra, tanques de geomembrana/lona ou tanques-rede (gaiolas flutuantes) em reservatório
- Sistema de captação e abastecimento de água + caixa de decantação e canais de drenagem
- Aeradores (chafariz/pá ou pivot) e gerador para emergência - peixe morre rápido sem oxigênio
- Kit de qualidade da água: oxímetro, peagâmetro, medidor de amônia/nitrito, disco de Secchi e termômetro
- Balanças, tarrafas, redes de arrasto, despescadeira, tanques de transporte vivo e caixas isotérmicas com gelo
Ponto e instalação
- Área rural com topografia e solo argiloso adequados para retenção de água (ou outorga em reservatório para tanques-rede)
- Outorga de uso da água do órgão estadual (ex.: SEMARH/IGAM/DAEE/INEMA conforme o estado) ou da ANA em corpos federais
- Proximidade de estrada e energia elétrica trifásica para aeração e bombeamento
- Disponibilidade de água de boa qualidade o ano todo (nascente, açude, rio ou poço)
Documentação e licenças
- Licenciamento ambiental da aquicultura no órgão estadual (LP, LI e LO)
- Outorga de direito de uso de recursos hídricos (órgão estadual ou ANA)
- Registro de Aquicultor / autorização de cultivo junto ao MAPA (e cessão de área da União se for em águas públicas)
- Inspeção sanitária para abate/comercialização: SIF (federal/MAPA), SIE (estadual) ou SIM (municipal) conforme o destino da venda
- CAR (Cadastro Ambiental Rural), inscrição estadual de produtor rural e nota fiscal de produtor
Fornecedores e insumos
- Alevinos de qualidade genética (GIFT, Supreme) de laboratórios/estações de alevinagem certificados
- Ração extrusada por fase (alevino, crescimento, terminação) - GuabiTech/Guabi, Nutriara, Poli-Nutri, Acquaí, Supra, BRF/Socil
- Calcário e cal virgem para calagem e correção do pH dos viveiros
- Probióticos, sal, kits de diagnóstico e vacinas/medicamentos sob orientação técnica
- Gelo, embalagens e sacos de oxigênio para transporte de peixe vivo
Equipe
- Responsável técnico: Engenheiro de Pesca/Aquicultura, Zootecnista, Eng. Agrônomo ou Médico Veterinário com ART/registro no conselho (CONFEA-CREA ou CRMV)
- 1 a 3 piscicultores/tratadores para arraçoamento, biometria e monitoramento da água
- Equipe de despesca (pode ser diarista/sazonal) e responsável por transporte/logística
- Apoio contábil para enquadramento (produtor rural, MEI rural ou empresa) e gestão fiscal
Passo a passo para começar
Validar terreno, água e mercado
Analise a água (qualidade e vazão o ano todo), o solo e a topografia. Confirme quem vai comprar seu peixe: frigorífico, feira, peixarias. Defina a espécie (tilápia é a aposta mais segura) e o modelo (viveiro escavado x tanque-rede).
Regularizar licenças e crédito
Contrate um responsável técnico para o projeto. Tire outorga de água, licenciamento ambiental, CAR e registro de aquicultor no MAPA. Em paralelo, busque crédito rural (Pronaf, BNDES, banco regional) com o projeto técnico em mãos.
Construir e equipar
Execute viveiros/tanques-rede, sistema de água, aeração e gerador. Faça a calagem e adubação inicial. Monte o kit de monitoramento de água e a estrutura de despesca, transporte e gelo.
Povoar e manejar o primeiro ciclo
Compre alevinos de genética boa e povoe na densidade certa. Arraçoe por fase, faça biometrias periódicas para ajustar a ração e monitore oxigênio, pH e amônia diariamente. Tilápia leva ~6-8 meses até o peso de abate.
Despesca, venda e segundo ciclo
Faça a despesca planejada, classifique por tamanho e entregue vivo/no gelo ao comprador. Apure o resultado (conversão alimentar, sobrevivência, custo por kg), reinvista e escalone para ciclos contínuos e escalonados.
Dicas de quem entende
- Oxigênio é vida: invista em aeração redundante e gerador. Uma única noite sem energia pode matar todo o lote e liquidar o ciclo.
- Controle a conversão alimentar como se fosse caixa: a ração é o maior custo. Arraçoe pela biometria, não no olho, e nunca jogue ração na água sem peixe comendo.
- Garanta o comprador ANTES de povoar. Feche contrato com frigorífico/feira e escalone os povoamentos para ter despesca e receita o ano inteiro, não tudo de uma vez.

Como o Peixe Fácil ajuda
O Peixe Fácil organiza exatamente os pontos que fazem ou quebram uma piscicultura. No controle de TANQUES e LOTES você acompanha cada povoamento por viveiro/gaiola, densidade, data e origem dos alevinos, sabendo a idade e a biomassa de cada lote sem depender de caderno. No módulo de ALIMENTAÇÃO ele calcula e registra o arraçoamento por fase e cruza com as biometrias para mostrar a conversão alimentar real - seu maior custo - evitando desperdício de ração. O monitoramento de QUALIDADE DA ÁGUA centraliza oxigênio, pH, temperatura e amônia com histórico e alertas, antecipando o risco de mortalidade que mais assusta o produtor. E na DESPESCA o sistema fecha o ciclo: peso final, sobrevivência, custo por quilo e resultado por lote, mostrando preto no branco quais tanques deram lucro. Na prática, o Peixe Fácil transforma o feeling do piscicultor em números, profissionaliza o manejo da tilápia e protege a margem do negócio.
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